Saturday, October 30, 2004
Ser Feliz... (5)
E se a beleza de viver
Reside em momentos…
As Palavras
Que até agora leste
De ti fazem parte
Num mundo que
Crio
Que agora a ti pertence
Na nova lógica
Que lhe conferiste.
…Este momento contigo
Quis partilhar
Pois, embora nada
Possa ter dito,
Agora em ti estou…
…Querendo aí continuar.
E esse sorriso que em ti desperto…
É um belo momento,
Que desejei criar.
Friday, October 29, 2004
Hasta la vista, artigo 175!
Descobri aqui esta pérola preciosa (obrigada JP e FP lindos!).
Portugal poderá vir a ter iguais idades de consentimento para heteros e homos ainda antes de Inglaterra. Sim, sim, ora leiam e comentem...
"O Ministro da Justiça anunciou ontem, quinta-feira, diversas alterações ao Código Penal que foram aprovadas em Conselho de Ministros. Uma das leis que será alterada é o famigerado artigo 175 que criminalizava "actos homossexuais de relevo" com adolescente entre 14 e 16 anos, e que passará a cobrir "actos homossexuais e heterossexuais". As leis que protegem auto-determinação sexual de menores foram também alteradas em outros pontos incluindo a prescrição dos casos que, com a nova lei, só acontecerá quando o menor fizer 21 anos. As alterações agora apresentadas ainda terão de ser aprovadas na Assembleia da República onde a coligação do governo detem maioria absoluta."
Um passinho de cada vez, até que a justiça possa tirar as vendas e vestir-se de todas as cores ...
Maiores de 18 - Porn Stars
Ora, aí estão eles…
Conheçam aqui um pouco mais daqueles que fazem as delícias de muita gente.
Divirtam-se...
Jornadas sobre Sociabilidades (homo)sexuais
o(s) amor(es) que não ousa(m) dizer o nome
jornadas sobre sociabilidades homossexuais
Coimbra, 2 a 5 Novembro
Organização:
não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
PROGRAMA:
Terça-feira, 2/11
- Homossexualidades em Espaço Rural - Conhecer para Agir
17horas, Galeria-Bar Santa Clara
em parceria com PortugalGay.PT
Apresentação de uma exposição fotográfica (composição gráfica de Paulo F. Silva), fotografias de Mário Dinis e Sandro Miguel de Oliveira e documental, realizada a partirá de dados recolhidos no inquérito em que os parceiros pretendem dar a conhecer algumas questões sobre homossexualidade em espaço rural.
Este projecto nascido de uma parceria entre a não te prives e o portal PortugalGay.PT - pretende conhecer as condições de sociabilidade da população LGBT (lésbica, gay, bisseuxal e transgénero) portuguesa que vive em espaços rurais, ou em pequenas cidades, em particular em áreas desfavorecidas. Sabemos, por muitos estudos realizados em outros países, da existência de uma maior prevalência e intensidade de homofobia e heterossexismo nas comunidades rurais.
Neste sentido estas duas organizações avançaram, no passado mês de Junho, com o lançamento de um inquérito, do qual daremos nesta exposição a conhecer alguns dados iniciais, que pretende visibilizar e discutir as condições de sociabilidade dos/das homossexuais portugueses.
Quarta-feira, 3/11
ousar dizer o nome -homossexualidade na cultura portuguesa
21horas, Casa Municipal da Cultura
Como tem sido encarada a questão homossexual na cultura portuguesa? Qual a visibilidade do fenómeno homossexual na cultura portuguesa? Será a cultura portuguesa homófoba? Haverá produtos culturais LGBT?
De um modo provocatório iremos neste debate, realçar algumas destas questões com um painel de convidados, demonstrando a qualidade da produção cultural portuguesa, e o real poder emancipatório que as diferentes manifestações artísticas podem ter
Convidados:
- Eduardo Pitta (literatura)
- Representante da Associação Janela Indiscreta (cinema)
- Gil Cunha (música)
- Paulo Jorge Vieira (um percurso pelas masculinidades na cultura televisiva)
Quinta-feira, 4/11
QueerCiência?
visibilidade do fenómeno homossexual nas ciências sociais
15 horas, Casa Municipal da Cultura
O objectivo é proporcionar um 1º encontro de cientistas sociais portugueses/as que trabalham sobre (homos)sexualidades, de molde a promover aquilo que poderá ser a emergente arena dos estudos gay, lésbicos e queer em Portugal. Neste encontro serão discutidos temas como as questões da produção científica em Portugal, o financiamento de projectos de investigação, a investigação acção como projectos emancipatório, etc.
Aberto a todos, este debate/tertúlia contará com investigadores das universidades do Minho, Porto, Coimbra, Nova de Lisboa e ISCTE.
Sexta-feira, 5/11
Visibilidade virtual e blogayesfera - 2º encontro nacional
18 horas, Casa Municipal da Cultura
em parceria com Associação ILGA Portugal e rede ex aequo
Este encontro, na sua segunda edição, terá como eixo central da discussão, aberta a todos e todas, o tema "As informações que queremos", em que pretendemos discutir criativamente e criticamente o modo como os blogs LGBT e outras formas de visibilidade virtual, por exemplo o Fórum da rede ex aequo, se enquadram como fontes de circulação de informação, muitas vezes afastada dos canais clássicos da comunicação social, ou para os quais a mesma dá pouca atenção.
Eros e Poesis
23 horas, Escadas do Quebra-Costas
em parceria com Oficina de Poesia
O discurso poético tem sido um dos veículos mais frequentes na cultura ocidental para o erotismo. Neste evento, que terá lugar num dos locais emblemáticos da noite de Coimbra, a Oficina de Poesia apresentará um conjunto de textos eróticos e homoeróticos escritos para este evento. Serão ainda lidos outros textos de poetas portugueses e de outros países, que optaram na sua produção poética pelo erotismo e muitas vezes por referências explícitas à homossexualidade.
Wednesday, October 27, 2004
Women are made, not born
Sandra Harding afirma que não nascemos mulheres; somos construídas enquanto mulheres. Esta constatação tem implicações muito mais profundas do que à primeira vista supomos. Todas/os somos, ainda que com heranças simbólicas e factuais diversas, talhadas/os quotidiana e subtilmente.
E quando analisamos as nossas vidas em cada detalhe, em cada "escolha", em cada "verdade", percebemos que quanto mais construídas/os, menos visíveis nos tornamos. Pois, de facto, a invisibilização é a arma favorita da opressão.
:)
Arte que alcançou o 7º lugar
Elephant de Gus Van Sant
Como filmar a perda da vida no início da perda da inocência!?... De modo brutal, desencantado e directo. É assim que Gus Van Sant o entende, apresentando Elephant com essas características, onde se retrata em versão artística, e muito pessoal, o massacre no liceu Columbine.
Uma série de jovens (promissores) actores, que até à data não o eram, retratam como se vive um dia, como outro qualquer, num liceu onde nada fazia prever o desenrolar do terrível acontecimento registrado.
Além de magnificamente filmado, com longuíssimas cenas, onde a câmara se move ao ritmo das personagens, e de ter uma fotografia excelente (a luz deste filme é magnifica), com esta obra Gus Van Sant consegue ainda surpreender o espectador com a forma original de preenchimento do espaço temporal e físico; apresentando criativamente o que acontece no mesmo espaço de tempo diversos acontecimentos no espaço físico. Um grande golpe de genialidade servindo de lição de cinema para envolvidos ou apreciadores da sétima arte. 10/10
Monday, October 25, 2004
Lyrics
NOTHING LIKE A SONG
you didn't say the words i would have said
you couldn't help the doubt that filled your head
it's just an ordinary try
we learn to live we live to die
just accept and don't ask why
my lips the form a crooked smile
giving a sign of no reply
and when you wake up freezing in a room dark and empty
well, just keep singing along
i'm not what you write in your books you know i'm nothing like a song
and will you answer me i already know
i asked you to answer but i already know
and can you come back home you already know
you don't ask because you already know
it's an unfamiliar song
you said you'd like to sing along
but you couldn't change the key
i can't sing it doesn't suit me
when i wake up freezing but know half believing
it was this i feared
because it's not just the words that you whispered in my ear
and will you answer me i already know
i asked you to answer but i already know
and can you come back home you already know
you don't ask because you already know
will you come back home
Azure Ray
Urgente: Julgamento por aborto, esta Quinta
"Na próxima 5ª feira, dia 28 de Outubro às 10h, mais uma mulher vai a Julgamento por Aborto, nos Juízos Criminais de Lisboa na Rua Pinheiro Chagas em Lisboa.
Trata-se do caso, noticiado na imprensa, da jovem que foi denunciada por um enfermeiro depois de ter dado entrada na urgência do Hospital Amadora-Sintra.
A lei do aborto continua a atingir as mulheres portuguesas nos seus direitos e na sua dignidade. Os governos do PSD/PP de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes impediram quer a realização de um novo Referendo, quer a alteração da Lei. Têm que ser responsabilizados.
Apelamos a todas e a todos para que este Julgamento não passe, sem manifestarmos, mais uma vez, o nosso repúdio pela Lei e a nossa solidariedade com as mulheres que são directamente atingidas.
A nossa presença à porta do Tribunal é fundamental.
Divulguem esta mensagem!!"
O protesto público é a arma mais visível da nossa indignação. Por isso, esta Quinta já sabemos o que deveremos fazer...
De Coimbra vai um grupo de pessoas que acreditam que esta lei e os julgamentos a que dá azo são violações dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Temos as nossas faixas prontas. E a revolta de quem assiste a tudo isto pela quarta vez neste país...
Queres vir também?
Ainda mais queer...
Estou a ler um livro que recomendo vivamente. Aí vai um excerto, para as nossas delícias académicas, ideológicas, activistas ou intimistas. Para aquilo que melhor nos servir. Ou não.
"If gender is fluid, how can sexual 'orientation' not be as well? How can you be rigidly 'oriented' toward something that is amorphous, shifting, tricky, elusive? Basing your identity in sexuality is like building a house on a foundation of pudding. [...] 'Queers' are not a distinct minority group neatly parallel to ethnic, religious, or biologically based groups. The issue isn't identity; it's ideology. It's about freedom, responsability, and values".
Scott, D.T. (1997), "Le freak, c'est chic! Le fag, quelle drag!" in Carol Queen e Kate Bornstein (orgs.) Pomosexuals. Challenging Assumptions About Gender and Identity. San Francisco: Cleis Press Inc., 62-68.
Saturday, October 23, 2004
Segundo encontro de blogs
Vimos por este meio convida-l@ a participar no segundo encontro sobre “Visibilidade Virtual e Blogayesfera”, co-organizado pelas associações não te prives – Grupo de defesa dos direitos Sexuais, sedeada em Coimbra, pela ILGA Portugal e pela rede ex aequo.
Este debate realiza-se no próximo dia 5 de Novembro, pelas 18 horas, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra e está integrado num conjunto de actividades organizadas pela “não te prives” entre 2 e 5 de Novembro intituladas “o(s) amor(es) que não ousa(m) dizer o nome – jornadas de sociabilidades (homo)sexuais”.
Este encontro, na sua segunda edição, terá como eixo central da discussão, aberta a todos e todas, o tema "As informações que queremos", em que pretendemos discutir criativamente e criticamente o modo como os blogs LGBT e outras formas de visibilidade virtual, por exemplo o Fórum da rede ex aequo, se enquadram como fontes de circulação de informação, muitas vezes afastada dos canais clássicos da comunicação social, ou para os quais a mesma dá pouca atenção.
Caso esteja interessad@ em participar agradecemos que confirme via e-mail (naoteprives@yahoo.com) a sua presença até ao dia 31 de Outubro com o número de pessoas que virão representar o blog.
Este debate realiza-se no próximo dia 5 de Novembro, pelas 18 horas, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra e está integrado num conjunto de actividades organizadas pela “não te prives” entre 2 e 5 de Novembro intituladas “o(s) amor(es) que não ousa(m) dizer o nome – jornadas de sociabilidades (homo)sexuais”.
Este encontro, na sua segunda edição, terá como eixo central da discussão, aberta a todos e todas, o tema "As informações que queremos", em que pretendemos discutir criativamente e criticamente o modo como os blogs LGBT e outras formas de visibilidade virtual, por exemplo o Fórum da rede ex aequo, se enquadram como fontes de circulação de informação, muitas vezes afastada dos canais clássicos da comunicação social, ou para os quais a mesma dá pouca atenção.
Caso esteja interessad@ em participar agradecemos que confirme via e-mail (naoteprives@yahoo.com) a sua presença até ao dia 31 de Outubro com o número de pessoas que virão representar o blog.
Contos urbanos contados na primeira pessoa: X – (Blog) FIM
Seguimos no carro Dele em direcção à praia…falava comigo de forma pausada, num tom de voz suavemente arrebatador devido à forma extremamente carinhosa com que as palavras lhe saiam da boca, construindo frases que, por vezes, noutro contexto seriam completamente desinteressantes mas nesse momento todas me fascinavam completamente. E tudo isso era constantemente presenteando com um discreto sorriso densificado por uma ternura infantil irrepreensível.
Tocou na minha perna e aí deixou ficar a mão exercendo uma leve pressão que relaxava essa zona do corpo, levando-me involuntariamente a ficar com os olhos emocionados… começava a acontecer… Pus a minha mão por cima da dele e entrelaçamos levemente os dedos. Olhei-O durante o momento de silêncio que entretanto surgiu no qual se virou para mim esboçando outro sorriso... A escuridão, intercalada pela luzes laranjas dos candeeiros da estrada, não impedia de descobrir um certo brilho nos olhos Dele que me levou a dizer, precedido de um suspiro, que não sabia o que fazer com Ele... Apertou a minha mão com força e deu-me uma resposta: - Faz tudo o que achas que deves fazer, estou aqui para isso… Rimos... Apercebemo-nos que esse momento estava carregado de um romantismo infantil, um pouco ridículo até. Mas apreciávamo-lo. Acompanhava-nos algo arrebatador que os dois sentíamos; estava a apoderar-se de nós e notava-se em cada gesto, em cada cheiro, em cada diálogo… ali, naquele momento, estávamos em empatia.
Começou a dar uma música que ambos reconhecemos, surgindo dessa forma a banda sonora adequada; era o Roads dos Portishead que realçou a intensidade do momento. Comentamos o quanto gostamos da música e enquanto o fazíamos seguiu para um caminho secundário onde acabou por estacionar o carro num sítio deserto. Disse-me que já não aguentava mais… Que sentia que eu fazia parte dele.
Não existia iluminação no local, mas a escuridão não impedia de nos vermos cada vez mais nitidamente permitindo à intensidade do nosso desejo começar a revelar-se…
Levou os lábios Dele em direcção aos meus; mas antes de se encontrarem fui atingido por uma lufada contendo um aroma adocicado de um perfume misturado com o do corpo. Finalmente um contacto quente e aveludado atingiu os meus lábios e de seguida a saliva alcoolizada e fumarenta de cada um misturou-se… Parou... Tocou na minha cara e acariciou-a levemente o que contemplei até não conseguir resistir ao impulso de o beijar novamente... mais... mais... sempre intensamente.
Senti a formação de uma descarga de adrenalina a formar-se no meu cérebro que se foi propagando rapidamente para o resto do meu corpo: O prazer espiritual iniciara a sua união com o carnal com o objectivo de se tornarem um só.
Saí então do meu banco e sentei-me em cima Dele usando o volante para apoiar as costas… Todo o calor aconchegante emanado do corpo Dele entrava agora em contacto com o meu fazendo com que a tensão desaparece-se quase por completo… sentia por baixo das calças de ganga Dele o seu sexo quente. Mexi-me de forma a oferecer cada vez mais prazer… como me sentia bem nesse momento…
Desabotoei-Lhe os botões da camisa e contemplei um peito perfeito que beijei suavemente enquanto inalava fragrância que emanava… De forma segura um dedo pegou no meu queixo e levou a minha boca em direcção à Dele… Seguiu-se um prolongado beijo de grande rendição até que me encostei ao volante e fiquei a observá-lo, sorrindo, durante breves segundos. Puxou-me contra ele e abraçou-me... senti um leve arrepio no corpo dele, antes de me abraçar com mais força… e após um suspiro sussurra-me lentamente e levemente ao ouvido: - Agora sou eu que não sei o que vou fazer contigo… Senti os cabelos da minha cabeça a enriçar-se quando ouvi esta palavras…sorri… estremeci involuntariamente…
Bem… Estou a divagar novamente… Podia ter acabado assim a noite de sábado, mas de facto não foi bem assim que terminou. Deixem-me beber um cafézito e fumar um cigarro antes de ir ao meu quarto acorda-Lo para ser Ele a contar como tudo se passou.
Manuel
Thursday, October 21, 2004
segundo encontro de blogs
O QueerMondego estará lá... num encontro que continua um processo que começou em Lisboa em Junho passado e que desta vez será realizado em Coimbra!
Apareçam...
Vimos por este meio convida-l@ a participar no segundo encontro de blogs LGBT a realizar este ano em Coimbra na Casa Municipal da Cultura no dia 5 de Novembro pelas 18h integrado nas jornadas de sociabilidades homossexuais organizadas pela “não te prives”.
O encontro desenvolvido pelas associações “não te prives”, “ILGA – Portugal” e “rede ex-aequo” terá a duração de duas horas em torno do tema "A informação que queremos" considerando os blogs como fonte principal de informação LGBT.
Caso esteja interessad@ em participar agradecemos que confirme via e-mail (naoteprives@yahoo.com) a sua presença até ao dia 31 de Outubro com o número de pessoas que virão representar o blog.
Apareçam...
Vimos por este meio convida-l@ a participar no segundo encontro de blogs LGBT a realizar este ano em Coimbra na Casa Municipal da Cultura no dia 5 de Novembro pelas 18h integrado nas jornadas de sociabilidades homossexuais organizadas pela “não te prives”.
O encontro desenvolvido pelas associações “não te prives”, “ILGA – Portugal” e “rede ex-aequo” terá a duração de duas horas em torno do tema "A informação que queremos" considerando os blogs como fonte principal de informação LGBT.
Caso esteja interessad@ em participar agradecemos que confirme via e-mail (naoteprives@yahoo.com) a sua presença até ao dia 31 de Outubro com o número de pessoas que virão representar o blog.
Sunday, October 17, 2004
Buttiglione strikes again: mães solteiras são más mães...
Este senhor é o culminar de um campeonato de asneiras políticas a vimos assitido desde há uns meses. Comissário Europeu para a Justiça? Só pode ser piada.
Indigitado comissário europeu para a Justiça volta a gerar polémica
Buttiglione: mães solteiras não são "muito boas"
António Marujo
PÚBLICO, 17 Outubro 2004
«O indigitado comissário europeu para a Justiça, Assuntos Internos e Segurança, Rocco Buttiglione, pensa que "as crianças que não têm um pai mas apenas uma mãe são filhos de uma mãe não muito boa". É melhor que as crianças nasçam nas famílias, "porque para uma mulher, ficar com um filho sozinha é muito cansativo", afirmou Buttiglione sexta-feira, num colóquio realizado em Saint Vincent (região de Aosta, noroeste de Itália), sobre "Os desafios para a Itália e a Europa". Ontem, já depois de a imprensa ter publicado excertos da sua intervenção, Buttiglione afirmou que as suas declarações foram retiradas do contexto. Não se mostrando minimamente afectado pela polémica causada pelas suas declarações perante os deputados do Parlamento Europeu, acerca da homossexualidade, Buttiglione diz que se sente "em paz com a consciência". O comissário indigitado diz que não falou mais com Durão Barroso, pois "já disse tudo o que queria dizer" sobre o assunto.
Na sua intervenção, o ainda ministro de Berlusconi - que já terá recebido a carta de demissão e só espera para arranjar substituto, segundo o próprio Buttiglione - afirmou que a Europa tem que colocar no centro das suas prioridades a política familiar: "É um tema fundamental, porque o Velho Continente arrisca extinguir-se com tão poucas crianças. Mas é bom que os filhos nasçam nas famílias." E famílias "regulares", formadas por um homem e uma mulher, acrescentou, perante uma plateia onde se viam numerosos estudantes do secundário e universitário. Rocco Buttiglione decidiu depois clarificar melhor o que pretendia dizer, mas foi nessa altura que, como descrevia ontem o "Corriere della Sera", a sala "gelou". Afirmou ele que as crianças que só têm uma mãe são "filhos de uma mãe não muito boa, enquanto as crianças que só têm um pai não são crianças, porque um homem sozinho pode construir um 'robot' mas não uma criança".
(...)»
[bolds meus, para a indignação gritar mais alto desse lado]
Indigitado comissário europeu para a Justiça volta a gerar polémica
Buttiglione: mães solteiras não são "muito boas"
António Marujo
PÚBLICO, 17 Outubro 2004
«O indigitado comissário europeu para a Justiça, Assuntos Internos e Segurança, Rocco Buttiglione, pensa que "as crianças que não têm um pai mas apenas uma mãe são filhos de uma mãe não muito boa". É melhor que as crianças nasçam nas famílias, "porque para uma mulher, ficar com um filho sozinha é muito cansativo", afirmou Buttiglione sexta-feira, num colóquio realizado em Saint Vincent (região de Aosta, noroeste de Itália), sobre "Os desafios para a Itália e a Europa". Ontem, já depois de a imprensa ter publicado excertos da sua intervenção, Buttiglione afirmou que as suas declarações foram retiradas do contexto. Não se mostrando minimamente afectado pela polémica causada pelas suas declarações perante os deputados do Parlamento Europeu, acerca da homossexualidade, Buttiglione diz que se sente "em paz com a consciência". O comissário indigitado diz que não falou mais com Durão Barroso, pois "já disse tudo o que queria dizer" sobre o assunto.
Na sua intervenção, o ainda ministro de Berlusconi - que já terá recebido a carta de demissão e só espera para arranjar substituto, segundo o próprio Buttiglione - afirmou que a Europa tem que colocar no centro das suas prioridades a política familiar: "É um tema fundamental, porque o Velho Continente arrisca extinguir-se com tão poucas crianças. Mas é bom que os filhos nasçam nas famílias." E famílias "regulares", formadas por um homem e uma mulher, acrescentou, perante uma plateia onde se viam numerosos estudantes do secundário e universitário. Rocco Buttiglione decidiu depois clarificar melhor o que pretendia dizer, mas foi nessa altura que, como descrevia ontem o "Corriere della Sera", a sala "gelou". Afirmou ele que as crianças que só têm uma mãe são "filhos de uma mãe não muito boa, enquanto as crianças que só têm um pai não são crianças, porque um homem sozinho pode construir um 'robot' mas não uma criança".
(...)»
[bolds meus, para a indignação gritar mais alto desse lado]
Saturday, October 16, 2004
Sugestões
- Danny the Dog (original motion picture soundtrack)
É interessante observar que os fundadores de um género (o trip-hop) o continuam a operar sobre diversas perspectivas desconstruindo a forma de como foi entendido. Estamos perante mais uma obra do colectivo Massive Attack onde nos deparamos com a surpresa de nos serem apresentados temas explicitamente agressivos intercalados com outros, tal como já estamos habituados, de experimentalismo cerebral ou repletos de tensão preeminente. Mas sem dúvida que os temas que mais sobressaem são os incorporados por ritmos incansáveis onde se sobrepõem múltiplas camadas de guitarras acompanhadas de um poderosíssimo baixo repleto de intensidade. A obra em causa não sofreu em nada com o facto de ter sido pensada pormenorizadamente pois isso não impediu a revelação de um universo complexo impregnado de uma grande variedade de sentimentos (nebulosos a maior parte das vezes).
No entanto um desafio com que qualquer banda sonora se depara é o de conseguir sobreviver sem o filme. É um facto que não se consegue desligar que estamos perante uma banda sonora notando-se que todos os temas foram criados para momentos específicos de um filme (o que está em causa é Danny the Dog de Luc Besson) podendo à partida ser estranha a sequência que nos é apresentada, mas nada que o ouvido ao fim de algumas audições não se adapte (estimula-se nossa imaginação a criar o nosso próprio filme se for necessário - ouça-se enquanto se caminha sozinho durante a noite pela cidade).
E aqui está mais um disco de uns senhores que, mesmo após mais de uma década de carreira, continuam a traçar novos rumos sem no entanto perderem a génese de vista: exteriorizar criativamente o que de mais veemente se pode encontrar no ser humano. 7,5/10
Os 10+
Friday, October 15, 2004
Estudos Queer em Portugal
Obrigada Fernando Cascais. Presente de Natal em começo de Outono.
Indisciplinar a teoria. Estudos gays, lésbicos e queer. Organização e apresentação de António Fernando Cascais. Lisboa: Fenda Edições.
António Fernando Cascais: Um nome que seja seu: Dos estudos gays e lésbicos à teoria queer. Miguel Vale de Almeida: A teoria queer e a contestação da categoria ‘género’.
Gabriela Moita e Ana Luísa Amaral: Sair do armário: Algumas representações da homossexualidade no Portugal contemporâneo.
Nuno Carneiro e Isabel Menezes: Paisagens, caminhos e pedras: identidade homossexual e participação política.
Ana Cristina Santos: Direitos humanos e minorias sexuais em Portugal: o jurídico ao serviço de um novo movimento social.
Teresa Levy: Crueldade e crueza do binarismo.
Isabel Leal: Parentalidades. Questões de género e orientação sexual.
Henrique Pereira e Isabel Leal: A homofobia internalizada e os comportamentos para a saúde numa amostra de homens homossexuais.
Henrique Pereira: A Psicoterapia Afirmativa.
Francesca Rayner: Como Luva na Mão Errada: Teatro Queer em Portugal.
José Augusto Mourão: Quando a letra é o bordo em que bate a vida (A partir de Ne lisez pas ce livre! de Renaud Camus).
Cecília Barreira: Um caso de escrita de orientação sexual em Portugal: A poesia de Isabel de Sá.
Teresa Cláudia Tavares: Portugal, 1874. A política sexual e literária portuguesa do terceiro quartel de oitocentos a propósito de A Morte de D. João de Abílio Guerra Junqueiro"
Indisciplinar a teoria. Estudos gays, lésbicos e queer. Organização e apresentação de António Fernando Cascais. Lisboa: Fenda Edições.
António Fernando Cascais: Um nome que seja seu: Dos estudos gays e lésbicos à teoria queer. Miguel Vale de Almeida: A teoria queer e a contestação da categoria ‘género’.
Gabriela Moita e Ana Luísa Amaral: Sair do armário: Algumas representações da homossexualidade no Portugal contemporâneo.
Nuno Carneiro e Isabel Menezes: Paisagens, caminhos e pedras: identidade homossexual e participação política.
Ana Cristina Santos: Direitos humanos e minorias sexuais em Portugal: o jurídico ao serviço de um novo movimento social.
Teresa Levy: Crueldade e crueza do binarismo.
Isabel Leal: Parentalidades. Questões de género e orientação sexual.
Henrique Pereira e Isabel Leal: A homofobia internalizada e os comportamentos para a saúde numa amostra de homens homossexuais.
Henrique Pereira: A Psicoterapia Afirmativa.
Francesca Rayner: Como Luva na Mão Errada: Teatro Queer em Portugal.
José Augusto Mourão: Quando a letra é o bordo em que bate a vida (A partir de Ne lisez pas ce livre! de Renaud Camus).
Cecília Barreira: Um caso de escrita de orientação sexual em Portugal: A poesia de Isabel de Sá.
Teresa Cláudia Tavares: Portugal, 1874. A política sexual e literária portuguesa do terceiro quartel de oitocentos a propósito de A Morte de D. João de Abílio Guerra Junqueiro"
Uma lésbica em Os Simpsons
A novidade é noticiada em http://mixbrasil.uol.com.br/mundomix/
30/9/2004
Patty, irmã de Marge Simpson, é lésbica. A personagem conquistará mulheres depois de ser desprezada pelos homens de Springfield.
Patty, irmã gémea de Selma, será seduzida em bar por uma lésbica. Homer ficará horrorizado no início. Mas de acordo com o roteiro inicial, ele acaba sendo ordenado pastor e realiza o casamento de Patty e sua namorada.
O único “caso” de Patty tinha sido com o Diretor Skinner. Além disso, ela adora fumar e assistir a McGyver, seu ídolo de TV.
O episódio ainda não tem data para ir ao ar.
30/9/2004
Patty, irmã de Marge Simpson, é lésbica. A personagem conquistará mulheres depois de ser desprezada pelos homens de Springfield.
Patty, irmã gémea de Selma, será seduzida em bar por uma lésbica. Homer ficará horrorizado no início. Mas de acordo com o roteiro inicial, ele acaba sendo ordenado pastor e realiza o casamento de Patty e sua namorada.
O único “caso” de Patty tinha sido com o Diretor Skinner. Além disso, ela adora fumar e assistir a McGyver, seu ídolo de TV.
O episódio ainda não tem data para ir ao ar.
Thursday, October 14, 2004
Ser Feliz... (4)
Show
Let the show begin
It´s a sorry sight
Let it all decide
Now I’m
Pains in me that I’ve never found
Let the show begin
Let the clounds roll
There’s a life
To be found in this world
And now i see it’s all but a game
That we hope to achieve
What we can
What we will
What we did suddenly
But it’s all just a show
A time for us
And the words we’ll never know
And daylight comes
And fades with tide
And I’m here to stay
But it’s all just a show
A time for us
And the words we’ll never know
And daylight comes
And fades with the tide
I’m here to stay.
Beth Gibbons
E todas as palavras que ficam por dizer
São as que deviam ter sido ditas
Mas não são suficientes para explicarem
o que sinto
o que não sinto...
Não chegam para explicar a beleza
de olhar para ti
mesmo de olhos fechados...
Não explicam a impotência
De tudo o que tentei fazer
E deixei por.
As cortinas abrem-se e vislumbro as personagens
Que me rodeiam estão lá
A interpretar os papeis
Com os quais diariamente me deparo...
...Abandono o local
Ao ver que o protagonista és tu.
O futuro virá com ou sem ti...
E se o presente não te encontrar
A tua falta irá sentir...
E se o teu papel inacabado ficou
Para outro protagonista
No espectáculo o continuar
Tudo de um jogo não passou
Onde as regras foram ditadas
Pela incoerência
Que paira sobre duas vidas
Em que uma tenta uma actriz não ser
E de o ser a outra não deixa.
Wednesday, October 13, 2004
Frances@s são o povo sexualmente mais activo
Vinha no Público de hoje. Será activo o sufixo possivelmente mal escrito de qualit-ativo? Teremos de proceder a outras sondagens para descobrir. Ou regressar a casa depressa...
«"La vie em rose" para os franceses, ou não fossem eles os que mais vezes têm relações sexuais por ano, segundo a mais recente sondagem global sobre sexo, realizada via Internet pela Durex. A média global é de 103 vezes, e os franceses fazem-no cerca de 137 vezes, seguidos pelos gregos (133) e pelos húngaros (131).
Bem menos activos são os asiáticos, com os japoneses a fazerem sexo apenas 46 vezes por ano, e os nativos de Singapura e Hong Kong (79 vezes). Essa performance catapulta-os para os último e penúltimo lugares no universo dos 41 países participantes da sondagem, com um total de 350.000 inquiridos.
E em que país se perde mais cedo a virgindade? Na Islândia a média são os 15,7 anos, em contraste com os 19,8 anos do Vietname.
Metade dos inquiridos mostram-se mais preocupados com a sida do que com outras doenças sexualmente transmissíveis. Ainda assim, 35 por cento diz ter feito sexo sem protecção com parceiros desconhecidos. »
In: Público, 13 Outubro 2004
«"La vie em rose" para os franceses, ou não fossem eles os que mais vezes têm relações sexuais por ano, segundo a mais recente sondagem global sobre sexo, realizada via Internet pela Durex. A média global é de 103 vezes, e os franceses fazem-no cerca de 137 vezes, seguidos pelos gregos (133) e pelos húngaros (131).
Bem menos activos são os asiáticos, com os japoneses a fazerem sexo apenas 46 vezes por ano, e os nativos de Singapura e Hong Kong (79 vezes). Essa performance catapulta-os para os último e penúltimo lugares no universo dos 41 países participantes da sondagem, com um total de 350.000 inquiridos.
E em que país se perde mais cedo a virgindade? Na Islândia a média são os 15,7 anos, em contraste com os 19,8 anos do Vietname.
Metade dos inquiridos mostram-se mais preocupados com a sida do que com outras doenças sexualmente transmissíveis. Ainda assim, 35 por cento diz ter feito sexo sem protecção com parceiros desconhecidos. »
In: Público, 13 Outubro 2004
Monday, October 11, 2004
Década de 90 revisitada
Tori Amos – Boys for Pele
Com Boys For Pele Tori Amos registou um dos discos mais intimistas revelado na década de 90 onde o piano serve de espinha dorsal a uma fera que nos ataca profundamente a alma tal a entrega conseguida ao longo das dezoito músicas que o constituem.
A delicadeza aparece de mão dadas com a revolta na procura de um lugar para exorcizar uma série de experiências amarguradas que atingem um ser impotente (para as evitar) restando-lhe assim lidar com elas de forma introspectiva até o encontrar. Esse lugar reside nesta obra onde a existe dificuldade em encontrar um texto lógico e coerente que seja suficiente para exprimir um mundo interior que mesmo assim consegue manter-se sensível sobretudo à beleza bucólica do mundo exterior que o rodeia. Recorresse então à utilização de uma série metáforas, de frases soltas e por vezes inacabadas e de pensamentos fantasiados (por vezes absurdos) ligados à natureza, aos animais, à religião, à sexualidade, aos homens, à mulher enquanto mulher, à maternidade, à amizade, e ainda a objectos encontrando-se dessa forma um meio alternativo para explicar o turbilhão de emoções que assolaram até aí o ser em questão.
Mas a maior valia encontra-se na forma como também se conseguiu limpidamente deixar registada a sobriedade atingida após o exorcismo conseguindo-se alcançar um estado de alma lúcido e em paz chegando-se à conclusão que todas as experiências pelas quais se passou tornou esse ser mais forte e sem medo de continuar em frente.
Sozinha na composição para piano e cravo, na escrita das canções e na produção deste disco onde um vasto leque de músicos a acompanham harmoniosamente é sem dúvida admirável o que Tori Amos conseguiu alcançar. 10/10
Friday, October 08, 2004
Voluptuosidade cinematográfica
Ken Park de Larry Clark
:)
OK... O Outono está aí... Vejam só a quantidade de coisas mais ou menos divertidas que nos esperam e que podemos fazer:
Mudar o nosso visual...
até porque se algo correr mal sempre podemos começar a usar um chapéu cheio de glamour.
Começar a limpar diariamente as folhas do jardim.
Evitar uma molha...
Se é que isso é possível.
Tentar sobreviver a uma tempestade.
Voltar à rotina do trabalho…
sempre à espera que um feriado prolongue o fim de semana…
E se o feriado for o Halloween… melhor ainda. Afinal de contas não é todos os dias que se tem um bom pretexto para pregar um susto a alguém.
Finalmente… estão de volta os serões caseiros no aconchego do nosso lar…
He... He... Bom Outono.
Mudar o nosso visual...
até porque se algo correr mal sempre podemos começar a usar um chapéu cheio de glamour.
Começar a limpar diariamente as folhas do jardim.
Evitar uma molha...
Se é que isso é possível.
Tentar sobreviver a uma tempestade.
Voltar à rotina do trabalho…
sempre à espera que um feriado prolongue o fim de semana…
E se o feriado for o Halloween… melhor ainda. Afinal de contas não é todos os dias que se tem um bom pretexto para pregar um susto a alguém.
Finalmente… estão de volta os serões caseiros no aconchego do nosso lar…
He... He... Bom Outono.
Monday, October 04, 2004
Voluptuosidade cinematográfica
Sugestões
Ouvir:
Back to mine de Lamb: The Voodoo Sessions
Aqui está uma boa oportunidade para nos redimimos com os Lamb. Se nos seus últimos dois trabalhos de originais não conseguiram alcançar o brilhantismo dos anteriores com esta compilação conseguem-no, dando a conhecer um belíssimo conjunto de canções que servem de inspiração para o seu projecto.
Andy Barlow, a parte da dupla responsável pela faceta instrumental, demonstra num total de 12 canções o seu bom gosto, onde estão presentes o hipnotismo, mistério, sedução e eclectismo nas mesmas doses. Estão lá Martina Topley-Bird, Dr. John, Nina Simone, Nitin Sawney no seu melhor, Chris Thomas King e Nabintou Diakite, entre outros, a prová-lo.
Não se trata de uma colectânea com base na música electrónica como estamos habituados a obter da série Back to mine, mas sim de um grupo coeso de canções que têm em comum a intenção de elevar a música a um grau de espiritualidade único onde a tensão se disfarça de descontracção. Recorre-se aos estilos musicais mais inesperados para obter esse espírito que surpreendentemente formam um conjunto fluido onde tudo parece ter saído da mesma fornalha. Dá-se assim a conhecer uma das melhores colectâneas da série Back to Mine, senão mesmo a melhor. (9/10)
Ler:
Ética do Amor de Luis Carlos Restrepo
Mais informações em: O Fio de Ariadne
Back to mine de Lamb: The Voodoo Sessions
Aqui está uma boa oportunidade para nos redimimos com os Lamb. Se nos seus últimos dois trabalhos de originais não conseguiram alcançar o brilhantismo dos anteriores com esta compilação conseguem-no, dando a conhecer um belíssimo conjunto de canções que servem de inspiração para o seu projecto.
Andy Barlow, a parte da dupla responsável pela faceta instrumental, demonstra num total de 12 canções o seu bom gosto, onde estão presentes o hipnotismo, mistério, sedução e eclectismo nas mesmas doses. Estão lá Martina Topley-Bird, Dr. John, Nina Simone, Nitin Sawney no seu melhor, Chris Thomas King e Nabintou Diakite, entre outros, a prová-lo.
Não se trata de uma colectânea com base na música electrónica como estamos habituados a obter da série Back to mine, mas sim de um grupo coeso de canções que têm em comum a intenção de elevar a música a um grau de espiritualidade único onde a tensão se disfarça de descontracção. Recorre-se aos estilos musicais mais inesperados para obter esse espírito que surpreendentemente formam um conjunto fluido onde tudo parece ter saído da mesma fornalha. Dá-se assim a conhecer uma das melhores colectâneas da série Back to Mine, senão mesmo a melhor. (9/10)
Ler:
Ética do Amor de Luis Carlos Restrepo
Mais informações em: O Fio de Ariadne

