Saturday, August 28, 2004
nacionalismo bacoco e direitos humanos... ou o mar é português!
Aqui vai a última notícia da Lusa sobre a vinda do Borndiep... a Portugal...
Barco do Aborto: Governo dá orientação ao navio para que não entre em águas portuguesas (ACTUALIZADA)
Lisboa, 28 Ago (Lusa) - O Governo deu sexta-feira uma orientação ao chamado "Barco do Aborto" para que este não entre em águas territoriais portuguesas, alegando motivos de "respeito pelas leis nacionais" e questões de "saúde pública".
O secretário de Estado para os Assuntos do Mar, Nuno Fernandes Thomaz, disse à agência Lusa que "as autoridades portuárias e de tráfego comunicaram hoje (sexta-feira) em tempo útil ao barco, através do seu capitão, ao armador e ao cônsul da Holanda que este não deverá passar em mar territorial português".
O navio holandês, com clínica ginecológica a bordo, fornece a pílula abortiva em alto mar (águas internacionais) e deverá chegar a Portugal domingo, a convite de quatro associações portuguesas.
A mesma fonte disse que a orientação do Governo visa fazer respeitar o quadro jurídico português, já que, para Nuno Fernandes Thomaz, sendo Portugal um país soberano, "nenhum grupo, seja em que circunstâncias for, pode desafiar a ordem jurídica portuguesa ou incitar a actos contra a lei" portuguesa.
"É uma questão de legalidade e não de moralidade. Aceitar que terceiros viessem violar a nossa lei tornaria para nós mais difícil exercer a autoridade com os portugueses", sublinhou.
O segundo motivo apresentado pelo secretário de Estado para os Assuntos do Mar prende-se com uma questão "de saúde pública", uma vez que no navio pretende-se utilizar medicamentos proibidos pelas autoridades portuguesas.
"Sendo a pílula (abortiva) proibida em Portugal, se tencionam administrá-la significa que a trazem (a bordo)", justificou Nuno Fernandes Thomaz, acrescentando: "Por esse motivo (o barco) deverá ficar em águas internacionais".
Por outro lado, para o Governo, o barco é uma unidade de saúde móvel não certificada pelas autoridades de Saúde portuguesas.
Por esse motivo, acrescentou o secretário de Estado, o barco pode pôr em risco a vida das mulheres que a ele recorram, apesar de ter sido verificado pelas autoridades de Saúde holandesas.
"O barco vem exercer actividades de saúde que têm de ser devidamente regulamentadas (pelas autoridades portuguesas), senão poríamos em risco a saúde pública. Consideramos que a passagem do navio não é inofensiva", reforçou o secretário de estado dos Assuntos do Mar.
A iniciativa de trazer o barco é da organização holandesa "Women on Waves", que disse quarta-feira ter autorização para atracar em vários portos nacionais, apesar de não revelar quais.
O Governo desmentiu.
"Isso é falso. A única coisa que é verdade é que hoje (sexta- feira) a associação requereu autorização para atracar no porto da Figueira da Foz", disse.
O Instituto Portuário de Transportes Marítimos (IPTM) tutela vários portos nacionais, na dependência directa do Ministério da Defesa e do Mar, sendo responsável pela emissão de licenças de acostagem.
A delegação Norte do IPTM tutela portos entre Viana do castelo e Vila do Conde, o Centro engloba a Figueira da Foz, Nazaré e Peniche e a delegação Sul os portos de Portimão e Faro.
Os restantes - Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines - dispõem de administrações próprias, vinculadas ao Ministério das Obras Públicas.
Segundo o secretário de estado, noutros países (Irlanda e Polónia, onde o aborto é proibido) este "golpe publicitário" originou situações de conflito "muito complicadas".
"Portugal hoje faz prevalecer a sua lei em mar territorial português, enquanto este barco vai ficar em águas internacionais", reforçou.
"Com isto o Estado dá como encerrado este episódio", concluiu.
A organização Women on Waves recordou sexta-feira que a entrada do navio nunca foi negada em nenhum dos portos para onde se deslocou, nomeadamente quando navegou até à Irlanda e à Polónia.
"O navio obedece a todas as regulamentações internacionais e tem a sua documentação em ordem", defenderam sexta-feira os responsáveis pela organização.
MLS.
Lusa/Fim
Barco do Aborto: Governo dá orientação ao navio para que não entre em águas portuguesas (ACTUALIZADA)
Lisboa, 28 Ago (Lusa) - O Governo deu sexta-feira uma orientação ao chamado "Barco do Aborto" para que este não entre em águas territoriais portuguesas, alegando motivos de "respeito pelas leis nacionais" e questões de "saúde pública".
O secretário de Estado para os Assuntos do Mar, Nuno Fernandes Thomaz, disse à agência Lusa que "as autoridades portuárias e de tráfego comunicaram hoje (sexta-feira) em tempo útil ao barco, através do seu capitão, ao armador e ao cônsul da Holanda que este não deverá passar em mar territorial português".
O navio holandês, com clínica ginecológica a bordo, fornece a pílula abortiva em alto mar (águas internacionais) e deverá chegar a Portugal domingo, a convite de quatro associações portuguesas.
A mesma fonte disse que a orientação do Governo visa fazer respeitar o quadro jurídico português, já que, para Nuno Fernandes Thomaz, sendo Portugal um país soberano, "nenhum grupo, seja em que circunstâncias for, pode desafiar a ordem jurídica portuguesa ou incitar a actos contra a lei" portuguesa.
"É uma questão de legalidade e não de moralidade. Aceitar que terceiros viessem violar a nossa lei tornaria para nós mais difícil exercer a autoridade com os portugueses", sublinhou.
O segundo motivo apresentado pelo secretário de Estado para os Assuntos do Mar prende-se com uma questão "de saúde pública", uma vez que no navio pretende-se utilizar medicamentos proibidos pelas autoridades portuguesas.
"Sendo a pílula (abortiva) proibida em Portugal, se tencionam administrá-la significa que a trazem (a bordo)", justificou Nuno Fernandes Thomaz, acrescentando: "Por esse motivo (o barco) deverá ficar em águas internacionais".
Por outro lado, para o Governo, o barco é uma unidade de saúde móvel não certificada pelas autoridades de Saúde portuguesas.
Por esse motivo, acrescentou o secretário de Estado, o barco pode pôr em risco a vida das mulheres que a ele recorram, apesar de ter sido verificado pelas autoridades de Saúde holandesas.
"O barco vem exercer actividades de saúde que têm de ser devidamente regulamentadas (pelas autoridades portuguesas), senão poríamos em risco a saúde pública. Consideramos que a passagem do navio não é inofensiva", reforçou o secretário de estado dos Assuntos do Mar.
A iniciativa de trazer o barco é da organização holandesa "Women on Waves", que disse quarta-feira ter autorização para atracar em vários portos nacionais, apesar de não revelar quais.
O Governo desmentiu.
"Isso é falso. A única coisa que é verdade é que hoje (sexta- feira) a associação requereu autorização para atracar no porto da Figueira da Foz", disse.
O Instituto Portuário de Transportes Marítimos (IPTM) tutela vários portos nacionais, na dependência directa do Ministério da Defesa e do Mar, sendo responsável pela emissão de licenças de acostagem.
A delegação Norte do IPTM tutela portos entre Viana do castelo e Vila do Conde, o Centro engloba a Figueira da Foz, Nazaré e Peniche e a delegação Sul os portos de Portimão e Faro.
Os restantes - Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines - dispõem de administrações próprias, vinculadas ao Ministério das Obras Públicas.
Segundo o secretário de estado, noutros países (Irlanda e Polónia, onde o aborto é proibido) este "golpe publicitário" originou situações de conflito "muito complicadas".
"Portugal hoje faz prevalecer a sua lei em mar territorial português, enquanto este barco vai ficar em águas internacionais", reforçou.
"Com isto o Estado dá como encerrado este episódio", concluiu.
A organização Women on Waves recordou sexta-feira que a entrada do navio nunca foi negada em nenhum dos portos para onde se deslocou, nomeadamente quando navegou até à Irlanda e à Polónia.
"O navio obedece a todas as regulamentações internacionais e tem a sua documentação em ordem", defenderam sexta-feira os responsáveis pela organização.
MLS.
Lusa/Fim
Thursday, August 26, 2004
Esclarecer
A vinda das Women on Waves a Portugal conta com uma equipa de segurança para prevenir eventuais atritos que possam surgir. Existe ainda uma equipa jurídica responsável para que em nenhuma ocasião a lei vigente seja violada.
Para além da consciência a nível sanitário, jurídico e de segurança está ainda garantido o sigilo das mulheres que pretendam realizar o aborto. Embora todas as mulheres que entrem a bordo tenham que se identificar, uma vez que vão navegar para águas internacionais, a saída do barco para alto mar não será exclusivamente feita com mulheres grávidas.
Finalmente destaca-se que no barco o que se pretende, acima de tudo, é realizar sessões de esclarecimento e de prevenção.
Sondagens
Numa sondagem feita pela SIC Noticias aos seus espectadores 68% manifestaram-se contra a despenalização do aborto.
Wednesday, August 25, 2004
Sondagens
Numa sondagem feita pelo Correio da Manhã aos seus leitores onde se questiona se a vinda das Women on Waves a Portugal se justifica teve como resultado uma maioria de 63% dos participantes a manifestaram-se de forma favorável.
Financiamentos
A Mama Cash trata-se de uma organização financeiramente independente que tem como objectivo ajudar as mulheres. Tem em vista um mundo com mulheres livres de tomar decisões aonde existe a oportunidade de desenvolver e dar a conhecer os seus talentos. É por estas razões que a Mama Cash suporta projectos de associações que levam a cabo acções ligados à defesa dos direitos das mulheres.
A Feminist Majority Foundation trata-se de uma organização que luta pela igualdade dos direitos das mulheres sendo uma das suas principais preocupações a saúde reprodutiva.
As organizações portuguesas responsáveis pela presente campanha de luta a favor da despenalização do aborto contaram com o financiamento da Mama Cash assim como da associação Feminist Majority Foundation para realizar todas as actividades relacionadas com este propósito tornando assim possível a vinda das Women on Waves ao nosso país.
Tuesday, August 24, 2004
“Soldados alemães homossexuais podem praticar sexo”
«As forças armadas alemãs decidiram consentir que os seus homens, ou mulheres, possam ter relações homossexuais, desde que não o façam em horas de serviço, mas apenas no tempo livre.
O novo regulamento oficializa, assim, “relações e actividade heterossexual e homossexual.” Permitindo que os tropas possam finalmente dar rédea solta aos seus instintos. Mas, diz-se, que os soldados devem “manter descrição e mostrar um comportamento respeitável”.»
Jornal de Notícias
Women on Waves: Vozes do Contra
Pergunta:
Justifica-se a vinda do ‘Aurora’ a Portugal?
Resposta:
…“devia manter-se ao largo, porque Portugal, hipócrita ou não, tem lidado com o aborto como uma democracia adulta”…
Nuno G. Pereira em Correio da Manhã
Justifica-se a vinda do ‘Aurora’ a Portugal?
Resposta:
…“devia manter-se ao largo, porque Portugal, hipócrita ou não, tem lidado com o aborto como uma democracia adulta”…
Nuno G. Pereira em Correio da Manhã
Women on Waves: Artigos em destaque
Barco do Aborto vem a Portugal
Portugal pode proibir entrada do barco do aborto
Navio a caminho de Portugal para defender aborto livre
Aborto: Clínica Flutuante Chega a Portugal no Domingo
Associações que convidaram as Women on Waves
Para além da não te prives existem outras organizações que estão directamente envolvidas com a vinda das Women on Waves a Portugal. Ficam de seguida as ligações para as suas páginas oficiais de Internet:
Acção Jovem para a Paz
CLUBE SAFO
União de Mulheres Alternativa e Resposta
não te prives
MANIFESTO
O que somos...
Somos um grupo heterogéneo composto por mulheres e homens muito diferentes entre si. Une-nos a mesma vontade: combater a discriminação baseada na sexualidade e no género.
Somós uma associação de defesa dos direitos humanos como um todo e como tal, uma associação aberta à colaboração e intervenção em outrras área em parceria com outras associações que tenham como área de actuação o combate aos mais diversos tipos de discriminação nomeadamente o racismo, a xenofobia, a luta contra a pobreza, a exclusão económica, e o combate à transmissão do H IV, entre outras.
Somos uma associação aberta às diferentes formas de colaboração e intervenção com associações congéneres existentes em Portugal, cujos objectivos de trabalho e intervenção consideremos adequados.
Somos uma associação sediada em Coimbra, com intervenção em toda a região centro.
O que pretendemos...
Não queremos que os jovens continuem a contribuir para o aumento das taxas de maternidade e paternidade adolescentes, por falta de uma educação sexual eficiente e responsável nas escolas.
Não queremos que centenas de mulheres continuem a dar entrada nos hospitais por recorrerem ao aborto clandestino.
Não queremos que tantas lésbicas, gays, bissexuais e transgenders continuem a ser discriminados pelas famílias, colegas, chefes, professores/as, religiosos, governos, instituições...
Não queremos que as mulheres, simplesmente porque o são, enfrentem diariamente, na esfera pública e privada, os mais variados tipos de discriminação, desigualdade e injustiça.
Queremos uma sociedade mais justa, livre, igualitária e fraterna em que o género, orientação sexual ou os comportamentos sexuais não sejam a justificação de tantos sentimentos discriminatórios existentes na sociedade portuguesa, sejam eles o sexismo, a homofobia ou outras formas de exclusão.
Porque...
Porque os direitos ao corpo, à sexualidade, à igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, independentemente da sua orientação sexual, são direitos humanos...
Porque viver em democracia passa também pela recusa sistemática do silenciamento, da repressão e da desigualdade... E porque uma sociedade multicultural, diversificada e colorida enriquecer-nos-á a todos/as, enquanto seres humanos...
Somos...
NÃO TE PRIVES
Associação não te prives
Apartado 3113
3001-401 Coimbra
nãoteprives@yahoo.com
Além de acharmos importante a divulgação de qualquer assunto que passa pela luta contra algum tipo de descriminação a equipa do queermondego é também a favor da despenalização do aborto.
Por isso o nosso blog ficará marcado pela passagem no nosso país das Women on Waves, projecto com o qual estamos envolvidos, através de tudo o que relacionado com esta acção for digno de destaque.
Defendemos que cabe a cada mulher tomar a decisão de quando quer ser mãe visto que uma educação sexual eficaz continua a não ser feita em Portugal.
Saturday, August 21, 2004
Contos urbanos contados na primeira pessoa: VIII
Fiquei estupefacto com a frieza do Jorge quando cheguei junto dele… Nem sequer mencionou o que se tinha passado há pouco tempo atrás durante o percurso que fizemos nos nossos carros até à praia. Agia como se nada tivesse acontecido. Quando lhe perguntei porque não estacionou para ver se me tinha acontecido alguma coisa apenas se virou para mim e disse para ter calma, que tudo correu bem, que além disso, estava ali nesse momento por isso não era necessário estar a dramatizar a situação. Disse que o melhor era acalmar-me e que tinha com ele justamente o que era preciso… e continuou a fazer o charro de forma precisa e muito cuidadosa. Disse-lhe então para o fazer bem forte, que estava mesmo a precisar de descontrair. Não consegui continuar chateado com ele. O timbre de voz dele e a forma pausada e serena como falava persuadiram-me deixando-me bastante impotente para iniciar uma discussão. Fez-me um gesto de carinho… pôs-me a mão no ombro e massajou-o levemente mas com firmeza. Devido à forma de ele estar e à atitude com que continuou a partir desse momento parecia que gostava de estar ali comigo, embora de vez em quando me desse a sensação que algo não estava bem… que se encontrava distante.
Quando finalmente acendeu o charro e inspirou visceralmente a primeira baforada de fumo reteve-o profundamente, ficando com o olhar preso na direcção do mar… quando o libertou deitou-se para traz. Desta vez ficou a olhar para o céu enquanto continuava a inspirar e expirar vezes consecutivas aquele fumo inebriante.
Fez-se silêncio… após algum quebrei-o perguntando-lhe se ia fumar tudo sozinho. Apercebi-me que o trouxe de volta de um pensamento que o retinha ausente dali. Ao ouvir a pergunta, reagiu como se tivesse de voltado à realidade e olhou para mim como se fosse estranho eu estar ali ao seu lado.
Passou-me então o charro... antes de fumar fiz o mesmo que ele… deitei-me de costas na areia… aquela ganza era óptima… tinha um sabor bastante adocicado e sentia o fumo a passar pela minha garganta de forma tão suave que me levou a dar várias passas consecutivas retendo cada vez mais e mais quantidade desse fumo dentro de mim… o efeito fez-se notar rapidamente. Bateu-me com tal intensidade que dei por mim de um momento para o outro a tentar controlar determinados impulsos involuntários. Mas desisti rapidamente. Deixei-me descontrair por completo enquanto olhava para o céu e via todas aquelas estrelas a brilhar entre a neblina; dei por mim a interrogar-me se sempre ali estiveram. Achei esses pontos luminosos estranhos… como se fizessem parte de uma enorme manta negra esburacada que protegia o nosso mundo e que apenas deixava passar raios de luz de um universo paralelo onde apenas existia uma claridade tão intensa que seria impossível vê-la como um todo. Ouvia o som do mar cada vez mais distante sendo contrariado por um eco que aumentava gradualmente cada vez que uma onda estava preste e desfazer-se na areia da praia até que finalmente se transformava no estrondo do abatimento que mais se assemelhava a uma violenta explosão. E sentia toda aquela areia a fazer-me formigueiro nas costas através da camisa provocando-me uma sensação estranhamente agradável.
Senti então uma mão na minha barriga a desapertar os botões da minha camisa que depois me começou a fazer festas no ventre… dirigiu-se para baixo; meteu-se debaixo das minhas calças e ficou por lá durante uns minutos fazendo movimentos regulares. Olhei para o Jorge e sorri… deixei-o continuar durante mais algum tempo antes de o começar a beijar… Quando o fiz despertaram em mim uma série de sensações redobradas de intensidade o que me levou a despi-lo o mais depressa possível para fazermos sexo rapidamente… e foi isso que fizemos de seguida…
José
Sunday, August 15, 2004
Bixinha de termas….
Pois é…. a minha companhia mais assídua por aqui, foi para as termas…
Chaves é o seu destino… para uma semana de repouso… e águas… teremos saudades dele mas ele promete voltar….
Entretanto espero que descanse… e que tal uma viagem pela bela região…
atenas....
(as fotos desapareceram... peço desculpas)
tou fascinado… não pelas olimpíadas mas sim pelos atletas que vou encontrando… hoje… um ciclista (sim Bixinha, também tem o nariz grande!)
Ser Feliz... (3)
Eu amo
Tu amas
Ele ama
Nós amamos
Vós amais
Eles amam
É assim tão estranho?
Saturday, August 14, 2004
um sorriso
(a foto desapareceu... coisas de belas fotos na net)
Um sorriso... um homem nos jogos... que belo!
Fátima indigna «Gays»
Homossexuais decidem travar práticas religiosas no santuário
Segundo o Expresso O Santuário de Fátima irá fechar as casas de banho, verdadeiro símbolo religioso dos homossexuais católicos que frequentam este espaço. Depois de grandes discussões teóricas, há alguns anos, a comunidade homossexual incluíu Fátima no roteiro de locais de encontro homossexuais(como refere a Opus Gay no seu site, indica o Expresso).
Pelo que parece, também os nossos “camaradas” da PSP se têm dedicado a este espaço, pois como refere o semanário “a PSP confirma esta informação - prácticas homosseuxias no lugar santo - , revelando que já registou ocorrências desse tipo nas casa-de-banho do santuário”.
Segundo informações do Vigário Geral da Comunidade Gay da diocese LGBT de Leiria/Fátima (que incluiu além deste local, a praia da Vieira, o Dorius e o Blue Angel - templos leirienses muito frequentados nas noites de sábado) «a comunidade está indignada» e propõe-se pôr termo à situação… ocupando não apenas as casas de banho mas também… as traseiras da Capelinha das Aparições, e parte das arcadas do Santuário
Segundo o Expresso O Santuário de Fátima irá fechar as casas de banho, verdadeiro símbolo religioso dos homossexuais católicos que frequentam este espaço. Depois de grandes discussões teóricas, há alguns anos, a comunidade homossexual incluíu Fátima no roteiro de locais de encontro homossexuais(como refere a Opus Gay no seu site, indica o Expresso).
Pelo que parece, também os nossos “camaradas” da PSP se têm dedicado a este espaço, pois como refere o semanário “a PSP confirma esta informação - prácticas homosseuxias no lugar santo - , revelando que já registou ocorrências desse tipo nas casa-de-banho do santuário”.
Segundo informações do Vigário Geral da Comunidade Gay da diocese LGBT de Leiria/Fátima (que incluiu além deste local, a praia da Vieira, o Dorius e o Blue Angel - templos leirienses muito frequentados nas noites de sábado) «a comunidade está indignada» e propõe-se pôr termo à situação… ocupando não apenas as casas de banho mas também… as traseiras da Capelinha das Aparições, e parte das arcadas do Santuário
Friday, August 13, 2004
Arte que alcançou o 7º lugar
Mulholland Dr. confirma definitivamente David Lynch como sendo um grande mestre da subtileza, sensualidade, elegância e complexidade. A revolução cinematográfica passa por este senhor que pouco se importa se a plateia vai gostar, e sequer se vai entender ou não, cada filme que dá a conhecer. Esta obra não foge à excepção reflectindo-se nela todas as obsessões de filmes anteriores mas desta vez, mais que nunca, coexistindo de forma harmoniosa.
Lynch dá a conhecer a sua visão de Hollywood onde a falsidade e a superficialidade no mundo do cinema coabitam simultaneamente com a beleza. De forma atraente, poética e muitas vezes inexplicável recorre-se a metáforas sobre identidades trocadas como que necessárias para explicar um lugar confuso, surpreendente e perigoso.
Trata-se de um filme onde coexistem no mesmo espaço um sentido de humor apurado, angústia e ainda “uma história de amor na cidade dos sonhos”; criando desta forma um universo singular e fascinante onde se movem personagens encarnadas por Naomi Watts, Justin Theroux, Laura Harring, Ann Miller, Robert Forster e Brent Briscoe que nos dão a conhecer interpretações inesquecíveis.
E assim se fez cinema. 10/10
http://www.mulhollanddrive.com/
Thursday, August 12, 2004
Contos urbanos contados na primeira pessoa: VII
Estava farta de fazer o papel de loira. Quando conversamos ao telemóvel falou-me, mais uma vez, de forma simpática com muitas pausas pelo meio como se hesitasse dizer algo. Falou num tom de voz devidamente estudado para situações idênticas a essa, o que previa uma desculpa bem elaborada por causa de algo que a ultrapassava, não podendo estar comigo por esse motivo (se soubesse que não me dá nenhuma surpresa quando chega a essa parte). Começou por contar-me meias verdades, a tocar em assuntos ao de leve fugindo logo com a conversa noutras direcções… Já sabia o que me esperava. Mas será assim tão difícil fazer entende-la que me custa menos aceitar a verdade em vez de uma mentira? Será que não se apercebe o quanto isso faz desaparecer pouco a pouco a magia que emana tendo atitudes como essa?
Não a deixei continuar… antes de ela chegar à parte da desculpa disse-lhe que essa noite não ia sair, que tinha sido um dia muito cansativo para mim e que precisava de descansar. Custou-me dizer-lho, lembro-me da minha mão, que segurava o telemóvel, começar a tremer e de me virem as lágrimas aos olhos. Ela aceitou o facto de imediato, notei um pouco de alívio na sua voz, e disse-me que também ia aproveitar para descansar, que no sábado sairíamos as duas e que nos “divertiríamos à brava”.
Mas nessa noite acabei por não me conformar, decidi tirar as minhas dúvidas. Estava a começar a ficar cansada de estar com ela só quando lhe dava jeito ou lhe apetecia. Não conseguia adormecer, a conversa que tinha tido com ela ao telemóvel não me saía da cabeça…
Ansiosa e perturbada, decidi ir até ao bar onde sabia que a ia encontrar. Todo o meu corpo tremia antes de entrar, sentia-me mal por estar a provocar uma situação dessas… Quando entrei encontrei-a com aquela rapariga que nas últimas semanas tinha sido tantas vezes alvo das nossas conversas. Lá estavam elas… ambas de costas para mim a falar animadamente e a dar grandes gargalhadas. A outra de vez em quando punha-lhe a mão na zona do corpo que mais próxima se encontrava e ela nem sequer estremecia, … nem sequer tentava afastar-se da mão.
Fiquei como uma estátua a olhar para elas… a começar a deixar de conseguir controlar as lágrimas… Passava-me pela cabeça que as mulheres são todas iguais até que um empregado interrompe este pensamento perguntando-me se precisava de uma mesa… olho para ele… não lhe digo nada… pergunta-me se estava bem ao qual respondi agressivamente mas de modo contido… Pareço-lhe estar!?... E saí do bar… Refugiei-me num sítio isolado qualquer tentando controlar os soluços… sentia uma dor enorme no meu estômago como se alguém não parasse de o apunhalar vezes e vezes consecutivas. E sentia raiva ao mesmo tempo… apetecia-me entrar pelo bar a dentro, puxar pelos cabelos da outra (arrancá-los fio a fio), chegar ao pé dela e perguntar-lhe: é por isto que me estás a trocar?... Faz bom proveito e se feliz…
Mas não o fiz… não sei se por me faltar coragem ou se por se ter ido quando recebi uma mensagem no telemóvel a pedirem a minha ajuda… O melhor seria mesmo ir embora para ver se entretanto me acalmava. Peguei na minha moto e pus-me a caminho. Segui a grande velocidade como se tentasse deixar a minha fúria ficar para traz com vento… mas não ficava, não conseguia deixar de pensar no que tinha visto até ao momento em que o meu instinto de sobrevivência foi obrigado a despertar… apareceram dois carros... um deles vinha na minha faixa na minha direcção… Senti a adrenalina a apodera-se do meu corpo, só tive tempo de agir. A única decisão que consegui tomar foi a de me meter entre os dois carros… fui bem sucedida… o que vinha na minha direcção parou… consegui fazer o mesmo a poucos metros de distância… estive para me dirigir em direcção ao condutor e descarregar toda a minha fúria em cima dele… mas não o fiz, senti o telemóvel a vibrar no bolso, ainda existia alguém a precisar de mim… da minha ajuda. Não podia perder mais tempo, não vi quem era, só podia ser uma pessoa a ligar-me a essas horas… fiz um pirete e segui para o meu destino o mais depressa que me era possível.
Sofia
Wednesday, August 11, 2004
LINK LINK LINK
Aqui fica uma dezena de links de sites que aconselho vivamente visitar. Tratam-se de páginas de artistas musicais aos quais deixo aqui o merecido reconhecimento graças à grande qualidade da sua obra e pelo facto de quase todos eles não serem conhecidos por parte do grande público.
Descubram então estas "meninas":
Martina Topley Bird
Azure Ray
Hope Sandoval
Dani Ciciliano
Beth Gibbons
…e estes "meninos"!
Sigur Ros
Giant Sand
Sparklehorse
Cinematic Orchestra
Tricky
Espero que gostem do que podem vir a descobrir.
Descubram então estas "meninas":
Martina Topley Bird
Azure Ray
Hope Sandoval
Dani Ciciliano
Beth Gibbons
…e estes "meninos"!
Sigur Ros
Giant Sand
Sparklehorse
Cinematic Orchestra
Tricky
Espero que gostem do que podem vir a descobrir.
Tuesday, August 10, 2004
Ser Feliz... (2)
Existe algo com que me tenho deparado de forma bastante recorrente: o medo de se sofrer com uma relação… o medo da entrega…
Relações que se foram, que nos marcaram profundamente com o sofrimento que causaram, e que vão alterando a nossa forma de lidar com outras. É mais que cliché ouvir alguém dizer que o seu comportamento perante as relações foi fortemente alterado por determinada(s), que graças a isso a sua forma de lidar com elas mudou drasticamente.
É um facto que é difícil conseguir uma relação à nossa imagem. Que as experiências pelas quais passamos nos podem levar a ter uma atitude cada vez mais fria e distante embora interiormente não nos tornemos necessariamente mais insensíveis, mas começa-se gradualmente a deixar de conseguir transparecer isso vivendo por vezes as relações de forma inconsequente.
A entrega deixa de ser fácil e por vezes de existir embora se procure.
Como se atinge assim a felicidade se estamos fortemente estigmatizados pelo passado que nos obrigou a criar barreiras de protecção para não se sofrer que podem acabar por se transformar em barreiras que não permitem alcançar o nosso bem-estar? Como se conquista a confiança de outra pessoa se não se está disposto a dá-la? Opta-se por criar a ilusão que se é feliz… que se vive uma relação… dando-nos apenas ao luxo de ter laivos de felicidade? Será que as experiências que vivemos têm que ser necessariamente transportas para uma nova pessoa não sendo ela a culpada do nosso passado?
Sunday, August 08, 2004
Contos urbanos contados na primeira pessoa: VI
Entramos em acção pouco tempo depois de termos acabado de fumar. Sentia a humidade no corpo o que me provocava um certo desconforto, mas não me impedia de continuar, afinal de contas estava a precisar de sexo. Fodemos até eu estar farto. Não conseguia sentir nenhum perfume a sair do corpo dele, o que me ia a tirando tesão aos poucos e me levou a ter um breve momento de lucidez. Interroguei-me por breves instantes o que estava ali a fazer. Esse pensamento fez-me sentir ridículo. Decidi masturba-lo para se vir mais rapidamente e poder ir-me embora.
Acabou por vir-se mais rápido do que estava à espera. Senti um grande alívio e uma leve satisfação. Quando sai de cima dele, disse-me que tinha gostado muito o que me levou a dizer que ainda bem e que também tinha gostado. Sorri orgulhosamente! Comecei a vestir-me... ele imitou-me logo de seguida. A roupa estava cheia de areia, mas não estava com disposição de a sacudir demasiado, porque queria ir-me embora de uma vez por todas daquele sítio.
Estava a começar a amanhecer, o nevoeiro estava muito denso, comecei a sentir um leve cheiro a peixe o que me deixou bastante incomodado. Quando acabei, dei-lhe um beijo e disse-lhe que tinha gostado de estar com ele e que um dia destes lhe telefonava para tomarmos um cafezito.
Fui para o carro, sentei-me, e tentei lembrar-me de como tinha ido parar à praia com o José, (era assim que se chamava?) … Deixem-me confirmar no telemóvel… Sim José, é isso mesmo… Tenho que lhe telefonar um dia destes…
Bem onde ia eu? Já sei… Na altura não consegui reconstruir a história, mas hoje já sou capaz! Depois de Ele ter ido embora da discoteca, para me livrar do gajo que “atropelei”, disse-lhe que estava de saída com o José o qual concordou de imediato quando lhe disse: - Vamos?
Quando nos encontrávamos na rua em direcção aos nossos carros, que por coincidência se encontravam estacionados na mesma zona, passamos em frente de uma rullote, o que me provocou imediatamente uma fome incrível. Propus-lhe irmos comer um cachorro. Foi o que fizemos, acompanhando com mais uma cerveja. Enquanto isso o José continuava a “fazer-se” bastante. Acabamos por ficar mais algum tempo na conversa. Enquanto falava, ia sorrindo e fazendo um gesto de carinho de vez em quando o que o deixava ainda mais entusiasmado. Estava a gostar de o ver interessado, achei-o querido, o que me levou a incentiva-lo a que demonstra-se o que de melhor havia nele, e de bom para oferecer. Propôs-me ir até à praia. Gostei da ideia. Disse-lhe para seguir o meu carro, que eu conhecia um atalho. Mas o meu entusiasmo começou a diminuir de intensidade até que a dada altura me tentei livrar dele fazendo com que se despistasse ou que parasse em algum semáforo vermelho. Não consegui…
Durante a viagem passamos em frente ao prédio Dele. Parei por breves instantes, pareceu-me vê-lO à varanda. Sim, era o apartamento Dele. Lá estava Ele a fumar mais um cigarro. Em que estaria a pensar? Será que me reconheceu? Não sei…
Quando vi o carro do José ao meu lado, lembrei-me porque estava ali e continuei em direcção à praia completamente desmotivado. Quando cheguei dirigi-me lentamente para o mar e dei comigo a pensar se não teria sido bom que ele tivesse tido um acidente quando a mota foi na direcção dele. Não teve! Ouvi-o a chamar por mim quando isso me passava pela cabeça.
Enquanto o deixava vir ao meu encontro decidi fazer uma ganza. Já que tínhamos chegado até ali e como ele tem um corpo do tipo que eu gosto decidi que devíamos dar uma “trepa”… Porque não?
Jorge
Friday, August 06, 2004
para a aniversariante
A Sara faz hoje anos… fui ao google procurar a menina da juba loura e encontrei alguma coisas... aqui ficam duas...
uma mensagem para Madrid ferida pelo terrorismo...
e um bilhete para o teatro em companhia da Ritinha...
é uma estranha prenda mas aqui fica... um beijo
uma mensagem para Madrid ferida pelo terrorismo...
e um bilhete para o teatro em companhia da Ritinha...
é uma estranha prenda mas aqui fica... um beijo
o fim
por vezes sentimos chegar o fim e não sabemos como viver com ele… hoje publicamente sinto que o posso partilhar… o fim chegou… foram anos, dias e horas … muito tempo… em que se partilhou o sonho de amar… hoje esse sonho terminou… não há já remédio… nem tempo que cure... apenas o fim!
aos amigos um abraço pela força que me têm dado e, nestes, em particular à minha Bichinha… o meu obrigado
adopção clarifica socialistas
O Público publica hoje (obrigado Bruno por me ensinares os links) um inquérito aos candidatos a sucessor de Ferro Rodrigues em frente do Partido Socialista…
Vejam as respostas à pergunta: O que pensa sobre a adopção de crianças por homossexuais?
João Soares
Sou favorável. Os homossexuais devem ter garantidos os mesmos direitos que quaisquer outros cidadãos. E invoco como crédito toda a acção que tive enquanto responsável público. As associações gays e lésbicas de Lisboa reconhecerão que me distingui também aí, pela positiva, dos meus antecessores e dos que me sucederam. Qualquer cidadão deve ter facilitada a possibilidade de adoptar uma criança abandonada sem que se lhe pergunte qual é a sua orientação sexual !
Manuel Alegre
Não sou uma pessoa dogmática nem tenho preconceitos. Mas não estou suficientemente informado para saber em que medida é que isso vai determinar o comportamento sexual das crianças, ou que pode ter efeitos positivos ou negativos na sua relação com as outras crianças. Não sou contra, mas gostaria de ter mais informação sobre isso. Não gostaria de me precipitar sobre isso.
José Sócrates
Tenho uma posição muito liberal no que respeita às opções individuais em matéria de costumes e, concretamente, no que se refere à orientação sexual. Neste caso, todavia, o que está em causa não é um problema de igualdade quanto a um alegado "direito de adoptar" mas o problema do interesse da criança, que deve sempre prevalecer nos processos de adopção e que cabe ao Estado-legislador salvaguardar na regulação desta matéria tão sensível. Sendo assim, uma decisão do Estado no sentido de alterar o actual quadro legal e permitir a adopção de crianças por casais homossexuais teria que ser fundamentada numa demonstração cabal, socialmente reconhecida, de que o interesse da criança não é posto em causa. Essa demonstração não está feita. Há um caminho a fazer. Uma alteração do quadro legal, neste momento, seria, a meu ver, precipitada. As respostas são indicativas das tensões entre o centrismo (neo)liberal de Sócrates e as facções da esquerda que representam as candidaturas de Alegre e Soares. Mas são ainda indicativas de quais são os problemas que se colocam no discurso político, quer associativo, quer partidário, sobre o polémico tema da adopção.
PS O Público esqueceu-se - ao fazer esta pergunta - que a adopção por homossexuais é permitida em Portugal estando apenas impedida a adopção por casais homossexuais… afinal esse tem sido o caminho que muitos têm seguido: adoptar enquanto individuo e não enquanto casal!
Thursday, August 05, 2004
Ruesta I
Já voltei de Ruesta… mas o trabalho tem acalmado a vontade de escrever alguma notas sobre mais esta edição do Acampamento Internacional de Jovens Revolucionários!
Foram dias maravilhosos, calmos, intimistas num local muito belo onde a natureza era uma constante que me fez ter aquele descanso que necessitava!
Aqui vai uma foto de um dos momentos…
Foram dias maravilhosos, calmos, intimistas num local muito belo onde a natureza era uma constante que me fez ter aquele descanso que necessitava!
Aqui vai uma foto de um dos momentos…
Contos urbanos contados na primeira pessoa: V
Passei pelo Manuel, parecia chateado. Tentei saber o que se passava com ele mas não quis falar sobre isso, seja como for já estou habituado a vê-lo com essa atitude de que nada lhe corre bem nada na vida, "é uma trágica essa gaja"… despachou-me rapidamente e ainda bem. Segui até à sauna na companhia do Marco, estava a divertir-me com ele e era isso que importava. Conheci o Marco durante essa semana na Internet, conversamos duas vezes num chat, mas pessoalmente era a primeira vez.
Achei-o girinho, mas nada de especial. Encontramo-nos depois de jantar num jardim perto do café onde habitualmente iniciamos as noitadas de sexta-feira, e onde fomos após uma breve conversa. Quando chegamos, apresentei-o aos meus amigos que já se encontravam todos lá conforme o combinado, excepto o Manuel. Lembro-me perfeitamente das expressões e dos sorrisos que trocaram todos, que sugeriam que vinha com mais um engate, como se já estivessem à espera que isso acontecesse.
De facto já o tinha feito muitas vezes. Mas o único que realmente fez um ar reprovador foi, para não variar, o Manuel quando chegou, pouco tempo depois nós. Passou o tempo a olhar para a mesa mais central do café, em direcção a um rapaz de olhos azuis, com quem eu já tinha fodido (e que não me consigo lembrar do nome).
Muitas piadas foram feitas à minha custa e do Marco. Vendo que a situação o intimidava, não ficamos muito mais tempo, fomos embora após tomarmos café.
Corremos vários bares. No início da noite o Marco teve tendência a ser um pouco chato, começou a contar histórias de pessoas que não conheço… que treta! Durante algum tempo não parou de falar de amigos que andavam com desilusões amorosas. Que vinham chorar no seu ombro e que já não sabia o que fazer. Farto dessa conversa digo-lhe para começar a andar com um pacote de lenços de papel. Riu-se e não falou mais deles. Começamos a falar de sexo, aquilo que mais nos estimula a esse nível. Embora ele estivesse muito à vontade para falar sobre isso, parecia-me um pouco inexperiente. Era daqueles que pensava que já experimentara de tudo. Para tirar as dúvidas sugeri irmos até à sauna. Ele nunca tinha ido a nenhuma e decidi mostrar-lhe como eram. Mostrou-se indeciso e negou à primeira. Não foi preciso muito para o fazer mudar de ideias, bebemos mais um shot e propus novamente a ida o que, com um sorriso alcoolizado, foi aceite de imediato.
O Marco queria mostrar que também era capaz, embora fosse bem evidente que sem o efeito do alcóol e de um impulso, não tivesse coragem para o fazer. Mal entramos na porta do edifício comecei a ter uma leve erecção, que assim se manteve até me despir. Aumentou nesse momento, não a tentei esconder e não pus nenhuma toalha à cintura. O Marco quando me viu assim, olhou primeiro para a minha pixa e depois em direcção à minha cara e riu-se. Fiz o mesmo… Reparei que a natureza tinha sido um pouco madrasta com ele, tinha uma pixota mediana. O que não me deixou muito contente. A humidade e o calor do ar acompanhado por todos aqueles homens era o suficiente para estar satisfeito e cada vez com mais tusa. Olhava em forma de convite para todos os que tinham "aquele" bacamarte, estava mesmo a precisar que me "rebentassem".
Fiz a sugestão de irmos para um quarto escuro para estarmos mais à vontade, mas tive de a repetir, pois o Marco estava distraído a olhar para um par de rapazes, em que um estava de joelhos a fazer um broxe a outro. Dei-lhe um encontrão para me prestar atenção e quando voltei a sugerir a ida, aceitou imediatamente… Deu para ver como ficou entusiasmado. Quando entramos num dos quartos escuros parecia estar bastante concorrido o local, o que me deixou contente.
Quando fechou a porta foi contra mim. Disse-lhe com voz de chateado para ver onde punha os pés, sentando-me de seguida. Não passou muito tempo para se iniciar a acção…
Hugo
Monday, August 02, 2004
Década de 90 revisitada
Portishead – Dummy
O álbum que deu a conhecer ao mundo a perturbante e dramática voz de Beth Gibbons. Falar dos anos 90 sem referenciar este registo seria o mesmo que excluir uma das obras mais elegantes e sensuais desta década. Trata-se de um disco extremamente denso revestido de várias camadas que permitem descortinar pequenas subtilezas em cada audição. Com fortes influências do Jazz e das batidas downtempo do trip-hop Gibbons, Adrian Utley e Geoff Barrow criaram uma obra seminal fumarenta, evocativa de mundos de filmes do género Noir. No entanto existe aqui também espaço para respirar, evocam-se tempos de uma juventude vivida no campo (a pureza e brilho que este pode proporcionar), chegando, em determinados casos, a deixar-se registado marcas de uma memória nostálgica que deixa transparecer, de modo resignado, a inocência que lá ficou. De forma resignada cantam-se também determinadas relações amorosas que se foram, no entanto a procura da satisfação neste território não cessa, muito pelo contrário, ganha-se maturidade com essas experiências e está-se disposto a viver novas, sempre em pleno, mas desta vez com um grau de exigência mais refinado o que poderá dificultar o aparecimento delas. Um disco onde se cantam vivências de uma metrópole nocturna mas com o campo por perto a servir de refúgio se necessário. Marcadamente profundo. 10/10
http://www.portishead.co.uk/
